Executivo deixa os cargos de vice-presidente do conselho e coordenador do comitê financeiro; renúncia ocorreu em 23 de dezembro de 2025.

Em 26 de dezembro de 2025, o GPA (PCAR3) informou que, em 23 de dezembro, Edison Ticle de Andrade de Melo e Souza Filho renunciou aos cargos de vice-presidente do Conselho de Administração e de coordenador do Comitê Financeiro. O comunicado segue a Lei nº 6.404/76, a Resolução CVM nº 44 e o Regulamento do Novo Mercado. O Conselho agradeceu pelas contribuições do executivo, e o documento é assinado por Rafael Russowsky, vice-presidente de Finanças e diretor de Relações com Investidores.
O anúncio se insere no ajuste de governança em curso no 4T25, com ênfase na continuidade técnica de órgãos de controle. Exemplo recente foi o rodízio no Conselho Fiscal em 10 de dezembro e recomposição pelo suplente, que preservou quórum e ritmo de revisão de demonstrações. Ao mesmo tempo em que a companhia prepara a recomposição da coordenação do Comitê Financeiro após a renúncia, a manutenção do fluxo decisório nos colegiados mitiga riscos de lacunas em temas como políticas contábeis, provisões e disciplina de capital.
Além disso, a mudança ocorre sob maior ativismo e organização dos minoritários, após o acréscimo de participação da Bonsucex para 5,567% e fortalecimento do bloco minoritário. Esse reequilíbrio tende a elevar a cobrança por accountability e independência em comitês e no próprio Conselho, influenciando a escolha de perfis para a coordenação do Comitê Financeiro. Em um ciclo de execução focado em ROIC, esse escrutínio costuma pressionar por métricas claras, cadência de reportes e aderência a políticas de alocação de capital.
Do ponto de vista de riscos e liquidez, a cadeira de coordenação do Comitê Financeiro é sensível porque acompanha contingências e decisões que afetam caixa. Isso inclui o contencioso com a antiga controlada Sendas/Assaí, no qual houve indeferimento da tutela de urgência na disputa pré-arbitral com a Sendas/Assaí sobre passivos tributários. Menor pressão imediata por garantias ajuda a preservar liquidez, mas exige governança forte para calibrar provisões, comunicar riscos com previsibilidade e dialogar com credores enquanto o mérito segue para arbitragem.
Por fim, a estabilidade dos colegiados conecta-se diretamente à execução da agenda operacional e financeira de 2026. A sucessão ordenada no Comitê Financeiro e no Conselho é peça da mesma narrativa: consolidar disciplina de capital, reforçar qualidade de reporte e sustentar a desalavancagem. Nesse contexto, ganha relevo o Plano de Eficiência para 2026 (capex de R$ 300–350 mi e corte de ao menos R$ 415 mi), que institucionaliza prioridades de ROIC, produtividade e caixa. A renúncia, portanto, é mais um capítulo do rearranjo de governança que sustenta a trajetória de eficiência e previsibilidade do GPA rumo a 2026.