A XP Malls assinou um memorando de entendimentos com a BB Premium Malls (BBIG) para a aquisição de mais 9% do Shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo. Atualmente, a XP já detém 10,4% do empreendimento.
A tratativa integra um movimento maior, que inclui fatias de outros quatro shoppings, numa transação de R$ 608,6 milhões. Os outros ativos estão sendo negociados com a Iguatemi S.A. Confira abaixo quais são eles e as porcentagens envolvidas:
Iguatemi Alphaville, localizado em Barueri (SP): 9%;
Iguatemi Ribeirão Preto (interior paulista): 23,96%;
Iguatemi São José do Rio Preto (interior paulista): 18%;
Shopping Praia de Belas, em Porto Alegre (RS): 7%.
Gigante de shoppings
Atualmente, a XP Malls detém participação em mais de 30 empreendimentos e segue a tese de investimentos de adquirir ativos em cidades relevantes, administrados por grandes players do setor.
A maior parte deles fica em São Paulo. Entretanto, o portfólio integra ainda centros de compras no Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Paraná, Minas Gerais, Ceará, Bahia e Amazonas.
Entre essas participações estão negócios da Multiplan, Allos e JHSF Malls (Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, e Shopping Bela Vista, em Salvador).
O “ativo-troféu”
Inaugurado em 1999, o Shopping Pátio Higienópolis é considerado um ativo-troféu (trophy asset) no setor de shopping centers do Brasil.
Entre outros diferenciais, ele se destaca por seu projeto arquitetônico que se relaciona com os casarões e edifícios modernistas do entorno, oferecendo, ao mesmo tempo, um toque moderno e sofisticado.
Cravado em um dos bairros mais tradicionais do centro de São Paulo, ele é o principal centro de compras dos arredores, embora seu foco seja o público A e B.
Além de abrigar casos de sucesso como a revitalização da casa Nhonô, o Teatro UOL e o terraço, ele passou por um recente retrofit, no qual foram disponibilizados espaços de convivência, restaurantes e opções comerciais.
Como será o pagamento
O memorando indica que a transação de R$ 608,6 milhões incluirá uma parcela à vista de R$ 437,9 milhões, dividida entre R$ 78,6 milhões em dinheiro e R$ 359,3 milhões em compensação de créditos via subscrição de cotas futuras do próprio fundo pelos vendedores.
O desenho do pagamento do negócio prevê duas parcelas adicionais, corrigidas pelo CDI a partir da data da parcela à vista: R$ 60,9 milhões em 12 meses e R$ 109,9 milhões em 24 meses.
O acordo ainda depende de detalhes a serem incluídos no contrato e da aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).