Veículo: Valor Econômico
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Data: 11/12/2025

Editoria: L-Founders, Magazine Luiza
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Megaloja do Magazine Luiza na avenida Paulista deve liderar vendas em 6 meses, prevê CEO

Localizada no Conjunto Nacional, onde ficava a Livraria Cultura, a Galeria Magalu reúne as cinco marcas de varejo — Magazine Luiza, Netshoes, Época Cosméticos, KaBuM! e Estante Virtual
Por Helena Benfica, Valor — São Paulo
08/12/2025 13h05 Atualizado há um dia

“Vai ser o maior faturamento da companhia”, diz Frederico Trajano“Vai ser o maior faturamento da companhia”, diz Frederico Trajano — Foto: Silvia Costanti / Valor

Com alguns meses de atraso, a nova megaloja do Magazine Luiza na Avenida Paulista, será aberta ao público nesta terça-feira (9). A expectativa, segundo o comando da varejista, é que a unidade seja líder em vendas em um período de seis meses. “Vai ser o maior faturamento da companhia”, disse Frederico Trajano, presidente do Magalu, em entrevista coletiva na nova unidade, nesta segunda-feira (8).

Localizada no Conjunto Nacional, onde ficava a Livraria Cultura, a Galeria Magalu reúne as cinco marcas de varejo — Magazine Luiza, Netshoes, Época Cosméticos, KaBuM! e Estante Virtual –, além de abrigar áreas dedicadas a ativações e “live commerce” de parceiros. Com 4 mil metros quadrados, essa passa a ser a maior loja do grupo no país.

O início das operações acontece cerca de quatro meses depois do prazo inicial previsto, e em um período que é pouco usual para inagurações no varejo. Segundo Trajano, isso ocorreu em função do tempo necessário para a aprovação dos contratos. “Queriamos inaugurar com as peças bem encaixadas, por isso o ideial foi deixar para depois da Black Friday”, disse. Por ora, apenas produtos próprios do Magazine Luiza estão sendo comercializados na megaloja, o chamado 1P.

A expectativa, segundo Fabrício Garcia, vice-presidente de comercial e operações do Magalu, é que a unidade esteja madura em seis meses, tornando-se a líder em vendas do grupo. Para se ter uma ideia, a megaloja da Marginal Tietê, que era a maior da varejista até então, faturou R$ 20 milhões apenas em novembro.

O valor do investimento não foi divulgado, mas Garcia disse que o montante corresponde ao necessário para abrir 10 lojas. Em termos de rentabilidade, o comando afirma que, só com os contratos de publicidade já assinados, o chamado ‘retail media’, a unidade deve se pagar em um ano e meio.

Questionado sobre o avanço desse projeto na companhia, o VP de comercial e operações explicou que atualmente 50 lojas poderiam ser convertidas em Galeria Magalu, mas que não há um prazo para isso se concretizar. “Vamos aprender com essa unidade. Ainda não desenhamos um ‘roadmap’ para o ano que vem”, disse.

Há algum tempo o Magalu abriu mão de entrar em uma batalha por venda no comércio eletrônico, disputado por Mercado Livre e Shopee, pelo alto custo do capital no país, e tem fortalecido suas operações físicas. Apesar disso, o on-line vem ganhando cada vez mais relevância no varejo nacional. Dados publicados pelo Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), com base no Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), na última quarta-feira, mostram que enquanto houve um avanço de 16% nas transações on-line na Black Friday, as lojas físicas recuaram 1,9% em volume de operações.

Sem dar detalhes, Trajano disse que o Magazine Luiza teve uma Black Friday “extraordinária”, com crescimento duplo dígito em lojas físicas. Na sua avaliação, a competição no físico é menor no que no digitial, mas nem por isso o canal é menos importante. “Lojas físicas ainda são 85% do varejo”, diz.

Além da experiência no local, a ideia é que a nova unidade da Av. Paulista seja um complemento para as compras digitais, alavancando os resultados da companhia. A loja conta com um “compre e retire”, para clientes que quiserem economizar no frete, e também vai funcionar como um “mini” centro de distribuição para entregas em um raio de 5 quilômetros.