Veículo: Valor Econômico
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Data: 30/10/2025

Editoria: Shopping Pátio Higienópolis
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Brasil pode chegar a 70 lojas, mas vai demorar, diz CEO da H&M no país

Em linha com o plano de expansão, a varejista sueca H&M inaugura amanhã (30) sua terceira loja no Brasil, no Shopping Parque Dom Pedro, em Campinas. A companhia, que já confirmou oito lojas no país, não divulgou um número-alvo de unidades. Para Joaquim Pereira, diretor-presidente da H&M no Brasil, há potencial para chegar a 70, mas sem pressa.

“O México, que tem mais ou menos metade da população do Brasil, possui 70 lojas físicas. Podemos chegar a esse ponto, mas vai demorar, porque somos conscientes de que é preciso caminhar antes de correr”, disse Pereira, em entrevista ao Valor. O executivo acredita que quando esse momento chegar a operação brasileira passará a ter um peso relevante no resultado global.

O Valor antecipou que o Brasil poderia ajudar a empresa a equilibrar perdas com a atual reestruturação e o encolhimento da base de lojas deficitárias. Na teleconferência com analistas sobre os resultados do terceiro trimestre, a direção comentou sobre o fechamento de 135 lojas de diversas marcas globais (72% levam o nome H&M) entre dezembro e agosto. Isso representa 4% das 4,1 mil unidades que existem pelo mundo. Mais da metade dos encerramentos se deu na Ásia, Oceania e África.

A unidade de Campinas, terceira das quatro que devem ser inauguradas este ano, conta com 2.300 metros quadrados — a maior da varejista até o momento — e, por isso, terá mais categorias da marca, incluindo vestuário feminino, masculino e infantil, roupas desportivas e H&M Home, que tem itens para casa.

Segundo Pereira, a metragem de Campinas é a que a companhia procura, por permitir uma oferta maior de produtos, mas reconhece que este tem sido um desafio no país. Para fins de comparação, a do shopping Iguatemi, em São Paulo, tem 1.800 metros quadrados.

Outra novidade que a loja traz é um número maior de provadores e de pontos de caixa — sendo 30 e 17, respectivamente. “Isso foi algo que aprendemos com as primeiras operações. Era um ponto de sofrimento que precisávamos ajustar”, afirma Pereira.

Do ponto de vista de preço, o executivo acredita que a companhia tem conseguido entregar uma boa equação de valor, mas reconhece que a baixa produção local é um desafio para ser mais competitiva. Por enquanto, apenas sapatos, jeans e moda praia são fabricados aqui.

Esse modelo também reduz a capacidade da empresa de atender às demandas dos consumidores de forma ágil. No primeiro dia de operações no Brasil, houve indisponibilidade de peças no site da varejista. Sobre isso, Pereira diz que “é mais uma questão de operação do que falta de produto” e que agora há estoque suficiente para vender.

A empresa tem pela frente a primeira Black Friday e o primeiro Natal em solo brasileiro, épocas de forte apelo para o varejo. O executivo afirma que as lojas terão condições promocionais e que houve um incremento temporário de 25% da equipe para atender à demanda do período. “Vamos aprender, mas viemos preparados”, disse.

Ainda há uma inauguração a ser feita até o fim do ano, no shopping Morumbi, encerrando 2025 com quatro operações. Para 2026, já estão previstas mais quatro lojas, sendo uma no Rio de Janeiro (RJ), duas em Porto Alegre (RS) e uma em Sorocaba (SP).