A era dos grandes monogramas pode estar com os dias contados. “Existe um cansaço dos logotipos — saem de cena bolsas, cintos e sapatos com monogramas grandes e brilhantes”, avaliou Mariana Santiloni, especialista em tendências da WGSN, durante o Iguatemi Fashion Talks.

Segundo a executiva da empresa mundial em previsão de tendências, marcas como Burberry e Saint Laurent estão retomando seus logos originais, assim como a Dior. “As grifes estão olhando para as próprias histórias, transformando isso em ativo e trazendo essa visão para 2025”, afirmou.
O mercado de luxo tem se transformado: “Mais da metade dos consumidores brasileiros de alto padrão comprou ao menos um item de segunda mão nos últimos 12 meses”, revelou. O dado explica a movimentação das marcas em direção ao mercado de second hand. A Rolex, por exemplo, passou a emitir certificados de autenticidade específicos para a revenda de relógios, enquanto a Oscar de la Renta criou uma plataforma de vestidos vintage.
Segundo a Bain & Company, os mercados emergentes representam novas vias potenciais de crescimento – incluindo América Latina, Índia, Sudeste Asiático e África- que devem adicionar coletivamente mais de 50 milhões de consumidores de luxo de classe média alta até 2030.