Os shoppings estão apostando nos slot walls, estruturas de parede que permitem a exposição de diferentes produtos de forma organizada e dinâmica. A estratégia, que vem ganhando força especialmente em áreas de circulação e espaços antes subutilizados, permite que lojistas ampliem sua vitrine interna, enquanto os centros comerciais conseguem transformar corredores e áreas de passagem em novos pontos de venda, sem comprometer a mobilidade dos consumidores.
Cada metro quadrado conta
No varejo, cada metro quadrado faz diferença. Os slot walls, conhecidos também como paredes expositivas, são painéis com ranhuras que possibilitam a instalação de ganchos, prateleiras e suportes adaptáveis. Essa versatilidade permite ao lojista renovar a exposição com rapidez e destacar produtos sazonais ou promocionais.
Além disso, os shoppings encontraram nos slot walls uma forma inteligente de monetizar espaços antes ociosos, como corredores largos, áreas próximas a escadas rolantes e pontos de grande circulação. Ao transformar a arquitetura em uma extensão da área de vendas, os centros comerciais reforçam o mix de produtos disponíveis ao consumidor e oferecem novas oportunidades de receita aos lojistas.
Estratégia em Ação
No Minas Shopping, em Belo Horizonte, a estratégia já pode ser vista em prática. Próximo à loja da Casas Bahia, uma parede foi adaptada no formato de slot wall, criando um ponto extra de exposição de produtos. A iniciativa transformou um espaço de passagem em uma vitrine funcional, reforçando a proposta de aproveitar ao máximo a estrutura do shopping para gerar novas oportunidades de venda e atrair a atenção dos consumidores em circulação.
Para além dos Shoppings Centers
A utilização dos slot walls também já ultrapassa os limites dos shoppings. No Aeroporto Internacional de Brasília, a estratégia foi aplicada em áreas de circulação, aproveitando o fluxo intenso de passageiros para gerar novas oportunidades de venda. Nesse caso, as paredes expositivas funcionam como vitrines rápidas, ideais para destacar produtos de conveniência e presentes de última hora. A experiência mostra que o modelo não precisa estar restrito ao varejo tradicional: aeroportos, rodoviárias e outros espaços de grande movimento também podem se beneficiar da solução, transformando áreas antes neutras em pontos de contato comercial.
O uso dessa solução também está alinhado a um movimento crescente de otimização de layout, comum no varejo físico em busca de competitividade com o comércio digital. Enquanto o e-commerce explora algoritmos para sugerir compras adicionais, os shoppings apostam em soluções visuais, intuitivas e acessíveis para aumentar o ticket médio e a experiência de compra no ambiente físico.