A taxa de desemprego foi de 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro, mostrou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira, 28. O resultado é 0,7 ponto percentual maior que os 6,1% do trimestre anterior. Esse aumento da desocupação, no entanto, já era esperado por economistas, já que reflete o fim das vagas temporárias tradicionalmente abertas durante o Natal e ano novo.
“A inflação, especialmente a de serviços, mostra que o emprego ainda está bastante aquecido” diz Luciano Costa, economista-chefe da Monte Bravo Corretora. “Se não for pleno emprego, é próximo disso”. Via de regra, quando a economia atinge ou ultrapassa o pleno emprego, a escassez de trabalhadores pressiona os salários para cima, o que costuma aumentar os preços dos produtos.
O economista pondera que tem sido difícil determinar com precisão quando o país está de fato em pleno emprego, já que isso exige conhecer a taxa natural de desemprego — nível em que o máximo de trabalhadores está ocupado sem pressionar a inflação. Desde a pandemia, o padrão das séries de emprego mudou profundamente, tornando essa estimativa ainda mais complexa.