Segundo UBS BB, e-commerce asiático ainda é líder na avaliação dos consumidores, porém
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Rennan Setti25/03/2025 13h26 Atualizado agora
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A Shein perdeu terreno nos critérios de decisão de compra dos consumidores para rivais tradicionais como C&A e Renner, devido à chamada “taxa das blusinhas”, indica pesquisa conduzida pelos analistas do banco de investimento UBS BB.
A pesquisa ouviu consumidores sobre 15 quesitos que determinam a intenção de compra, desde preços até a política de trocas. Segundo o relatório, a Shein continua sendo a líder na média geral desses quesitos, mas sua média final caiu de 44,6% para 40% em um ano.
Em contrapartida, a vice-líder C&A registrou a maior melhora na nota, de 34,4% para 36%; na Renner, o avanço foi de 33,3% para 34%; na Riachuelo, de 30,8% para 32%. Hering, Zara e Marisa mantiveram-se praticamente estáveis de um ano para o outro na avaliação.
“A partir de agosto de 2024, as regras de tributação para produtos importados no Brasil foram revisadas, impondo um imposto de importação de 20% (adicional ao ICMS de 17%) sobre compras internacionais abaixo de US$ 50. Esse cenário levou a uma considerável diminuição nas compras internacionais e, na nossa visão, pode ter impactado diretamente fatores relacionados à acessibilidade (‘bom custo-benefício’ e ‘preços de produtos’)”, diz o relatório.
Farm e Reserva
O recuo da Shein ocorreu apesar de um salto, nos últimos anos, no conhecimento da marca. Em 2021, a marca era conhecida por 45% dos consumidores; hoje, a taxa está em 84%.
Em paralelo, o estudo também identificou recuo na percepção dos consumidores em relação a plataformas de e-commerce especializadas, como Privalia, Dafiti e Zattini.
No segmento de vestuário “premium”, as líderes foram Farm e Reserva.