Juros futuros fecham em alta, com leilão do Tesouro
Os juros futuros subiram ao longo de toda a curva, refletindo a decisão do Copom em aumentar a taxa básica em 1 p.p.
Ian Lima, gestor de renda fixa da Inter Asset, aponta que houveram ajustes de posições diante do aumento. Segundo ele, ainda há muito tempo até a próxima reunião da autarquia, o que deixa uma janela grande para mudanças no cenário. Além disso, o forte leilão de títulos do Tesouro hoje também contribuiu para a alta das taxas, explica.
- A taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026 subiu a 14,815% (ante 14,72% no fechamento de quarta-feira);
- Para janeiro de 2027, a taxa foi a 14,535% (ante fechamento de 14,40%);
- Para janeiro de 2028, a taxa avançou a 14,235% (ante fechamento de 14,11%);
- Para janeiro de 2029, a taxa valorizou a 14,23% (ante fechamento de 14,11%);
- E, para janeiro de 2030, o DI operou em alta, a 14,335% (ante fechamento de 14,185%).
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Juros futuros, seta em alta (Foto: Freepik)
Bolsas de NY recuam, com temores de recessão pressionando apetite por risco
As Bolsas americanas encerraram em queda.
As incertezas sobre os possíveis impactos da política comercial do presidente Donald Trump voltaram a inundar o mercado de ações, deixando em segundo plano dados recentes sobre habitação e empregos, que mostraram resiliência.
O índice Dow Jones teve leve queda de 0,03%, a 41,953 pontos, o S&P 500 perdeu 0,22%, a 5.662 pontos, e o Nasdaq recuou 0,33%, a 17.691 pontos.
— Embora o fim da correção recente provavelmente já tenha sido atingido, provavelmente ainda não vimos o fim da volatilidade — disse Daniel Skelly, chefe da equipe de pesquisa e estratégia de mercado de gestão de patrimônio da Morgan Stanley.
— A incerteza política não desapareceu, e o mercado continua sensível a mudanças de sentimento.
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Bolsa de Nova York em queda (Foto: Bloomberg)
Ibovespa recua, após seis dias seguidos de alta
O Ibovespa encerrou em queda de 0,38%, a 132.008 pontos, em linha com a queda em Nova York e em outras Bolsas ao redor do mundo.
A queda da projeção do Fed, banco central americano, para o PIB dos EUA em 2025 pressionou o apetite por risco dos investidores hoje, afetando os principais índices de ação globais.
As domésticas foram o destaque negativo do dia, diante da alta dos juros futuros. A Locaweb (LWSA3) recuou 3,99%; as ações da Renner (LREN3) perderam 3,31%;a Petz (PETZ3) cedeu 4,54%. Já a maior queda do dia foi a da Embraer (EMBR3), que caiu 6,72%, em correção após cinco dias seguidos de alta.
As ações da Vale (VALE3) — empresa de maior peso no Ibovespa — caíram 0,31%, acompanhando o comportamento do minério de ferro na Bolsa chinesa de Dalian. Já os papéis da Petrobras subiram, refletindo a forte valorização do petróleo. Petrobras ON (PETR3) subiu 0,46% e PN (PETR4) avançou 0,22%.
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Bolsa de Valores de São Paulo, a B3 (Foto: Divulgação / B3)
Dólar fecha em alta, em linha com cenário externo
O dólar encerrou em alta, em linha com a valorização da moeda vista no exterior. A divisa subiu 0,50%, cotada a R$ 5,675.
O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas, subiu 0,38%. A alta chega após dias de desvalorização global da divisa americana, que sofreu com o aumento dos temores de que a política comercial do presidente Donald Trump poderia causar uma recessão na maior economia do mundo.
Ontem, a decisão do Fed, banco central americano, de manter os juros dos EUA no mesmo patamar não foi uma surpresa. No entanto, o rebaixamento na projeção do avanço do PIB americano feito pelo órgão levou aos investidores a fugirem do risco.
Apesar disso, para Camilo Cavalcanti, gestor de portfólio da Oby Capital , empresa do Grupo Blue3, o real ainda pode viver mais dias de valorização frente ao dólar, diante do diferencial de juros relevante entre Brasil e EUA.
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Notas de dólar (Foto: Adek Berry/AFP)
As Bolsas americanas operavam em alta no fim da manhã.
Os índices iniciaram o dia no vermelho, um dia após o Federal Reserve rebaixar sua previsão para o crescimento do PIB dos EUA e aumentar as expectativas para a inflação final em 2025. O banco central americano também manteve a taxa no mesmo patamar, entre 4,25% e 4,50%.
No entanto, dados positivos sobre a venda de moradias usadas nos EUA reanimaram os investidores. As vendas subiram 4,2% em fevereiro ante janeiro, acima do consenso de jornalistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam recuo de 3,2%. O número ajudou a aliviar os temores de desaceleração da economia americana.
Às 11h47, o Dow Jones subia 0,63%, a 42.229 pontos, o S&P 500 avançava 0,61%, a 5.709 pontos e o Nasdaq ganhava 0,82%, a 17.896 pontos.
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Wall Street (Foto: Bloomberg)
Os juros futuros operam em alta ao longo de toda a curva nesta quinta-feira, um dia após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidir aumentar a taxa básica em 1 ponto percentual, para 14,25%.
Este é o maior nível da Selic desde 2016. A autarquia também sinalizou que voltará a subir o juro, mas em um menor ritmo, se as perspectivas econômicas seguirem as mesmas.
Às 11h20:
- A taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026 subia a 14,815% (ante 14,72% no fechamento de quarta-feira);
- Para janeiro de 2027, a taxa ia a 14,535% (ante fechamento de 14,40%);
- Para janeiro de 2028, a taxa avançava a 14,235% (ante fechamento de 14,11%);
- Para janeiro de 2029, a taxa valorizava a 14,23% (ante fechamento de 14,11%);
- E, para janeiro de 2030, o DI operava em alta, a 14,335% (ante fechamento de 14,185%).
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Juros futuros (Foto: Freepik)
Morgan Stanley vê fim da Selic em 14,75%
O banco americano Morgan Stanley reviu o fim do ciclo de alta da Selic após a alta feita ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Agora o Morgan vê a taxa em 14,75%, ante previsão de 15,75% ao ano.
Em relatório divulgado nesta manhã, apesar do tom um “leve viés contracionista”, as projeções de inflação diminuíram marginalmente e, apesar da resiliência da atividade e do mercado de trabalho, o BC sinalizou que há sinais de desaceleração.
“As comunicações do BCB sugerem que o ciclo de alta de juros está próximo do fim, em nossa visão, apesar das expectativas de inflação ainda desancoradas. O real se fortaleceu desde dezembro, e os dados de atividade econômica têm surpreendido (ligeiramente) para baixo. Além disso, a precificação do mercado parece estar dando ao BCB a oportunidade de encerrar o ciclo de alta um pouco antes do previsto.”
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Sede do banco americano Morgan Stanley em Nova York (Foto: Michael Nagle /Bloomberg)
O Ibovespa opera próximo da estabilidade nesta quinta-feira, após a decisão de juros nos EUA e no Brasil. Por aqui, o principal índice da bolsa subia ligeiro 0,05%, aos 132.576 pontos.
A maioria das ações também operam estáveis: a Sabesp, com maior volume de negociação (SBSP3), caía 0,07%, enquanto a Hapvida (HAPV3) subia 0,44%. A Vale (VALE3) cedia 0,17%, enquanto a Petrobras (PETR4) subia 0,03% nos papéis preferenciais.
No setor financeiro, sentidos mistos, com Bradesco (BBDC4) estável (zero) e Itaú (ITUB4) subindo 0,49%.
O destaque ficava com Minerva (BEEF3), que subia 10,91%, depois de apresentar resultados do 4º tri com prejuízo de R$ 1,5 bilhão, o crescimento de receita subiu 26% na comparação com o trimestre anterior. A JBS (JBSS3), que tenta realizar sua dupla listagem em Nova York, também avança no índice, em alta de 6,01%.
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Sede da B3, em São Paulo (Foto: Edilson Dantas/Agência O Globo)
O dólar opera em leve alta na abertura dos negócios desta quinta-feira, no dia seguinte à decisão dos comitês de política monetária brasileiro e americano sobre os juros nos respectivos países. Às 10h25, a divisa subia 0,27%, aos R$ 5,66. Por lá, a preocupação com o crescimento da economia americana fez os investidores precificarem dois cortes na taxa básica, o que enfraqueceu a moeda em todo o mundo.
No Brasil, o juro voltou ao maior patamar desde 2016, alcançando 14,25% ao ano.
Segundo relatório da Ajax Capital, a “sinalização do Copom de alta menor da taxa Selic para maio vai ao encontro das expectativas de mercado”, impactando o cenário de precificação pelos investidores de forma modesta.
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Dólar (Foto: Bloomberg Creative Photos)
A Bolsa de Nova York fechou em alta nesta quarta-feira após a decisão do Fed, banco central americano de, manter o nível de suas taxas de juros, além de comentários tranquilizadores do chefe da entidade.
O índice Dow Jones, subiu 0,92% a 41.964 pontos, o Nasdaq avançou 1,41% e foi a 17.750, e o S&P 500 ganhou 1,08%, encerrando em 5.675.
O Fed manteve suas taxas de juros inalteradas, como esperava o mercado, mas alertou sobre uma maior “incerteza” nos EUA e revisou suas previsões de crescimento e inflação para baixo.
Nos dois meses desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, o Fed manteve as taxas básicas em uma faixa de 4,25% a 4,50%.
No entanto, “a incerteza sobre as perspectivas econômicas aumentou”, de acordo com o comunicado do banco central. Em uma coletiva após a nota, o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que ela está “incomumente alta”.
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