
As vendas do comércio varejista no estado de São Paulo registraram, em 2024, o melhor resultado da série histórica iniciada em 2008.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (10/3) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
O que aconteceu
- No ano passado, segundo o levantamento, o volume de vendas em São Paulo bateu R$ 1,42 trilhão, o que correspondeu a um aumento de 9,3% em relação a 2023.
- Além do maior faturamento da série histórica, trata-se da maior taxa de crescimento anual desde 2021, informa a FecomercioSP.
- Em termos absolutos, o resultado representa uma receita R$ 121 bilhões maior do que no ano anterior.
- Apenas em dezembro de 2024, as vendas do varejo em São Paulo subiram 7,3% em relação ao mesmo período de 2023, atingindo R$ 138,6 bilhões – melhor resultado para um mês desde o início da série.
Crescimento em todos os setores
De acordo com a FecomercioSP, todas as nove atividades pesquisadas fecharam o ano passado registrando alta no faturamento.
O segmento de farmácias e perfumarias também se destacou (+11,7%), assim como lojas de vestuários, tecidos e calçados (+10,7%) e móveis e decoração (+10,5%).
Capital paulista
Na cidade de São Paulo, o comércio varejista também encerrou 2024 em alta, com um crescimento de 9,9% nas vendas em relação a 2023.
A capital paulista também bateu o recorde histórico de faturamento, com R$ 441,4 bilhões no ano passado – cerca de R$ 39,7 bilhões acima do registrado em 2023.
Em dezembro, as vendas do varejo na cidade de São Paulo subiram 6,8%, para R$ 43,4 bilhões, também o melhor resultado da história.
Desaceleração em 2025
Apesar dos bons resultados em 2024, a FecomercioSP projeta desaceleração do setor para este ano, em meio a um cenário de inflação e juros ainda elevados e diante da perspectiva de um menor crescimento econômico do país.
Segundo Fabio Pina, assessor econômico da entidade, “empresas do setor precisarão ajustar suas estratégias para manter a competitividade e preservar margens em um possível cenário de menor crescimento em 2025”.