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Data: 07/03/2025

Editoria: Shopping Pátio Higienópolis
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‘Mercado de trabalho vai desacelerar’, diz economista Helena Veronese

O mercado financeiro acorda nesta quarta-feira, 26, marcado por uma agenda leve de indicadores no Brasil e no exterior, enquanto espera pelas informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Na última segunda-feira, 25, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, antecipou que, em janeiro, foram criados 100 mil postos.

Os dados do mercado de trabalho são relevantes porque indicam o quão aquecida está a economia. Isso se reflete diretamente nas decisões de política monetária do Banco Central, já que uma economia mais forte tende a apresentar uma pressão inflacionária maior. O dado é especialmente importante após a inflação mostrada ontem pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma “prévia” da inflação, acelerar a 1,23%, na maior alta desde abril de 2022, embora abaixo da expectativa do mercado.

“O mercado de trabalho ainda está aquecido, com criação de vagas, mas abaixo das expectativas e começando a sinalizar um processo de desaceleração que deve ser reforçado no começo do segundo semestre”, afirma Helena Veronese, economista-chefe na B.Side Investimentos. “Devemos ter um mercado aquecido no primeiro semestre, mas os juros a 15% devem reprimir os investimentos das empresas, com uma tendência de crescimento do desemprego.”

Outro tema de destaque é a liberação do saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aos trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e foram demitidos sem justa causa. A medida provisória que trata da liberação será publicada na sexta-feira, 28. Com a maior disponibilidade de renda para o brasileiro, participantes do mercado alertam para o perfil inflacionário da decisão.