Um composto presente na própolis, uma substância produzida pelas abelhas, pode ajudar no tratamento contra o câncer de mama. É o que estudam pesquisadores da Universidade Estadual de Maringá (UEM), interior do Paraná. Eles descobriram que essa substância, chamada de artepillin C, isolada em laboratório, tem atividade anticâncer, com ação antioxidante e anti-inflamatória. Inclusive, já foi analisada em outras pesquisas, com resultados promissores em linhagens celulares de câncer de próstata, fígado, cólon, pulmão e também na leucemia. O estudo começou em 2022 e segue em andamento.
A coordenadora do projeto e professora do Departamento de Análises Clínicas e Biomedicina da UEM, Vânia Ramos Sela da Silva, explica que para essa pesquisa é utilizado um modelo de cultura de células 3D, que é o modelo in vitro, que consegue representar maiores semelhanças com o tumor no organismo.
Os resultados ainda são preliminares, e para ser usado efetivamente no tratamento para o câncer, ele precisa passar por estudos clínicos, que serão essenciais para comprovar sua ação no organismo.
Dados do Ministério da Saúde revelam que, no Paraná, o câncer de mama é a principal causa de morte por câncer em mulheres, representando 15% das mortes totais. A estimativa de novos casos de câncer de mama em Curitiba é de 770 por ano. No Paraná, a estimativa é de 3.650 novos casos por ano, e no Brasil, de 73.610.
Segundo a gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Fundação Araucária, Fátima Padoan, a pesquisa científica é a melhor aliada na redução de mortes e detecção precoce do câncer de mama.