Veículo: Valor Econômico
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Data: 04/09/2024

Editoria: Shopping Pátio Higienópolis
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Petrobras capta US$ 1 bilhão com bonds de dez anos e taxa de 6,25%

A Petrobras voltou ao mercado externo de dívida e emitiu US$ 1 bilhão com bônus de dez anos. A estatal é a primeira companhia brasileira a captar lá fora na reabertura da “janela” que marca o retorno das férias no Hemisfério Norte. A procura pelos papéis foi forte, chegando a US$ 3 bilhões ao longo do dia. No fim, o “book” foi de US$ 2,75 bilhões.

A expectativa de bancos de investimento é que setembro seja um período movimentado para esse tipo de operação. São esperadas cerca de seis emissões ao longo do mês. Além da Petrobras, a Eletrobras iniciou nesta semana apresentações para investidores para captar até US$ 1 bilhão. A precificação é prevista para quinta-feira.

O cenário lá fora é positivo para emissões brasileiras, considerando o interesse dos estrangeiros pelos papéis e os níveis atuais das taxas. Também é esperado que algumas empresas antecipem ofertas que seriam feitas mais para o fim do ano para fugir de um provável aumento da volatilidade nos mercados com a aproximação das eleições nos Estados Unidos.

No caso da Petrobras, o interesse pelos papéis garantiu a redução na taxa de remuneração (“yield”) para 6,25% ao ano, abaixo dos 6,5% que serviam como referência aos investidores no início da oferta. O cupom ficou em 6% ao ano.

No ano até agora, o volume de emissões de bonds de brasileiros se aproxima dos US$ 17,5 bilhões, ante US$ 16,1 bilhões em todo o ano passado, conforme dados da Bond Radar. Foram, no total, 19 emissões, incluindo as do Tesouro Nacional. Realizaram ofertas desde companhias conhecidas entre os investidores estrangeiros, como Cosan, Raízen e Vale, até nomes estreantes, como a petroleira 3R e a Ambipar, de gestão de resíduos.

Além da emissão dos bonds, a Petrobras anunciou um programa de recompra de títulos no mercado internacional no valor de até US$ 1 bilhão. O plano da companhia é comprar até seis séries de bonds, sendo que duas delas, que vencem em 2030 e 2031, são prioritárias. A oferta é válida até o dia 9 de setembro.

A agência de classificação de risco Moody’s atribuiu o rating “Ba1” para os bonds da Petrobras. Como os recursos serão voltados para a recompra de dívidas e para propósitos corporativos gerais, caso haja excedente, a operação não deve afetar as métricas de proteção de dívidas da companhia, destacaram os analistas.

A S&P deu a nota ‘BB’ para a proposta de emissão, acompanhando o rating corporativo da petroleira.

BofA, Bradesco BBI, HSBC, J.P. Morgan, Mizuho e Morgan Stanley coordenaram a operação.