Veículo: Valor Econômico
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Data: 03/09/2024

Editoria: Shopping Pátio Higienópolis
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Itaú faz primeira emissão de COE de Crédito

O Itaú Unibanco concluiu hoje a primeira emissão de um Certificado de Operações Estruturadas (COE) referenciado em risco de crédito, no valor de R$ 500 mil. Essa nova modalidade entrou em vigor com a Resolução 5.166 do Conselho Monetário Nacional (CMN), publicada há dez dias.
“Em linha com a agenda de modernização do Banco Central, nós demos o primeiro passo em relação ao derivativo de crédito e, agora, nos antecipamos novamente para oferecer aos nossos clientes essa nova modalidade de COE, que visa dar mais dinâmica para o mercado de crédito e contribuir para o seu desenvolvimento”, ressalta em nota Luciano Diaferia, superintendente de Produtos do Itaú.
Com a nova resolução do CMN, foi normatizada a modalidade de COE referenciado em risco de crédito, que era permitida apenas em situações restritas. Além disso, a emissão feita pelo Itaú está atrelada ao risco da Colômbia, outra novidade da nova resolução, que permite operações atreladas ao risco de outros países. As operações na modalidade risco de crédito, assim como as operações em risco de mercado, precisam ser registradas na B3.
“A nova resolução era bastante aguardada e a B3 mais uma vez disponibilizou a infraestrutura necessária para que o mercado pudesse ofertar mais produtos aos seus clientes. […] Além disso, esse novo normativo, em conjunto com as atualizações dos derivativos de crédito ocorridas desde 2023, deve ajudar também na precificação de operações de crédito no mercado brasileiro”, comenta Otávio Emmert, superintendente de produtos de derivativos de balcão e COE da B3.
Anteriormente, a Anbima já havia divulgado nota informando que, entre os benefícios para os investidores, o COE de crédito representa uma alternativa de investimento, diversificação de portfólio e acesso a novos mercados. Para os emissores, é uma oportunidade de diversificação da carteira de crédito, instrumento financeiro de transferência e administração do risco de crédito. “Para o mercado em geral, é um incentivo ao mercado secundário de títulos privados de renda fixa pelo fomento a novas originações e ampliação da liquidez dos ativos subjacentes, entre outros”.