Sem o referencial dos mercados americanos, em dia de feriado nos Estados Unidos, é possível que o dia seja de volatilidade elevada nos ativos financeiros domésticos. Já na sexta-feira, a disparada dos juros de longo prazo e da inflação “implícita”, após o leilão extraordinário de contratos de swap cambial promovido pelo Banco Central, ocorreu após uma “migração” de prêmios de risco entre os mercados. Nesse sentido, é possível que esse movimento tenha continuidade nesta segunda-feira, especialmente diante de uma menor liquidez.
Na medida em que, diante do aumento dos riscos fiscais e da força exibida pela atividade econômica, o mercado havia migrado para uma elevação de 0,5 ponto na Selic em setembro nos preços dos ativos, o discurso mais “dovish” (suave) do presidente do BC, Roberto Campos Neto, pode conter parte das apostas em torno de uma postura mais agressiva no início de ciclo na ponta curta da curva. No entanto, a inclinação da curva de juros deve voltar a aumentar, em um novo dia com alta contratada dos juros de longo prazo com um novo leilão de swap cambial, às 9h30.
Se, na sexta-feira, o BC ofertou 30 mil contratos de swap e vendeu pouco mais da metade (15,3 mil), hoje ofertará os 14,7 mil contratos remanescentes, em uma intervenção que tem provocado alguns ruídos entre participantes do mercado. No exterior, o dia é de agenda esvaziada, com alguma fraqueza do dólar e alta leve dos juros europeus e queda das bolsas europeias.
Vale notar, ainda, que é possível um ajuste de alta nos juros de curto prazo após a adoção de bandeira vermelha 2 nas contas de energia elétrica, o que deve ter impacto relevante na inflação deste ano. Assim, o movimento de alta da inflação implícita pode ter continuidade nos vértices mais curtos.
Veículo: Valor Econômico
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Data: 02/09/2024Editoria: Shopping Pátio Higienópolis
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