Veículo: Valor Econômico
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Data: 23/08/2024

Editoria: Shopping Pátio Higienópolis
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Manhã no mercado: Powell concentra as atenções em dia positivo para ativos de risco

É grande a ansiedade nos mercados financeiros antes da participação do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, no simpósio de Jackson Hole. O discurso deve ter início às 11h (de Brasília) e é cercado de expectativas, na medida em que os investidores buscam por pistas sobre os rumos da política monetária nos Estados Unidos. Em meio a alguma resiliência da atividade econômica, mas após alguns desenvolvimentos mais fracos, como a revisão para baixo no número de criação de empregos no país, os mercados tentam calibrar os próximos passos do Fed.
Na manhã desta sexta-feira, os futuros dos Fed funds indicam 26,5% de chance de um corte de 0,5 ponto percentual nos juros americanos em setembro e 73,5% de probabilidade de uma redução de 0,25 ponto. Os mercados, assim, aguardam possíveis sinais de Powell para calibrar as apostas quanto aos rumos dos juros. Nesse contexto, as taxas dos Treasuries operam praticamente estáveis, com leve viés de queda, assim como o dólar ante outras moedas principais, que também anota leve baixa.
É ampla a expectativa de que Powell adote um discurso mais “dovish” e que indique mais claramente que os juros devem começar a cair em setembro. Nesse contexto, os futuros dos principais índices acionários de Nova York se ajustam em alta firme e, assim, deixam de lado o movimento de realização de lucros visto na sessão anterior. O bom comportamento das ações americanas, inclusive, pode dar aval a uma retomada da valorização da bolsa brasileira nesta sexta-feira, tendo em vista que o Ibovespa deu uma pausa no rali na sessão de ontem.
Embora o exterior seja relevante nos negócios, os agentes locais seguem atentos, ainda, a sinais emitidos pelos dirigentes do Banco Central do Brasil. Ontem, houve a percepção de uma mudança de tom de Diogo Guillen e Gabriel Galípolo, cujas mensagens voltaram a enfatizar as direções dadas pela ata do Copom divulgada no início do mês. Assim, a volatilidade no mercado foi alta na medida em que parte do rali recente foi desfeita, especialmente no mercado de câmbio, com o dólar voltando a encostar em R$ 5,60.