O Skeelo, ecossistema de livros e leitura, anunciou a aquisição do Skoob, rede social de livros que pertencia à Americanas (AMER3), varejista em recuperação judicial.
A plataforma vendida tem mais de 10 milhões de usuários. O valor da transação não foi anunciado.
Sobre a aquisição da Skoob, o CEO da Skeelo, Rodrigo Meinberg, afirmou que “todas as ações da empresa são pensadas para trazer benefícios aos nossos clientes, leitores e ao mercado de publicações digitais”.
“Por isso temos o compromisso de movimentar o setor de diferentes formas, incluindo o investimento em plataformas estratégicas e alinhadas ao nosso propósito”, disse o executivo.
A empresa compradora afirma que, com a transação, os sites e apps de cada marca continuam com as mesmas funcionalidades, mas ambos terão melhorias e incrementos.
O aplicativo da Skeelo soma mais de 14,3 milhões de instalações e quase 1 milhão de acessos mensais. Desde o mês de janeiro, são mais de 87 milhões de minutos consumidos com ebooks e audiobooks na plataforma.
Em crise, Americanas (AMER3) deve se desfazer de outros ativos
A Americanas tem outros ativos mais relevantes na fila para vendas, como é o caso do Hortifruti Natural da Terra e da Uni.co.
Esses dois processos de venda, que fazem parte do plano de recuperação judicial da companhia, porém, estão suspensos.
Na semana passada, a CFO da varejista, Camille Faria, disse, inclusive, que vendas menores como as das marcas Submarino e Shoptime poderiam passar na frente.
Em uma estratégia renovada para o e-commerce, a companhia decidiu encerrar as marcas e unir os dois sites à plataforma principal da varejista, no início de julho.
Ações da varejista derretem na bolsa
Na semana passada, as ações da Americanas amargaram queda de mais de 70% na bolsa, com os investidores repercutindo os balanços de 2023 e do primeiro semestre de 2024, enfim publicados após diversos adiamentos.
Nesta segunda-feira (19), os papéis da varejista fecharam com queda de 28,57%, a R$ 0,10 centavos.
Além do balanço, outro fator que mexeu com a cotação dos papéis nos últimos dias foi o fim do bloqueio para as ações convertidas no aumento de capital homologado no final de julho.
*Com informações de Estadão Conteúdo