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Data: 09/10/2023

Editoria: Sem categoria
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Bitcoin vira para alta e supera os US$ 28 mil, acumulando ganhos de 4% em 7 dias

O bitcoin (BTC) e o ether (ETH) viraram para alta junto com as bolsas de valores americanas nesta sexta-feira (6). No acumulado de sete dias, o bitcoin sobe 4%, enquanto o ether cai 1,1%. O principal evento da agenda macroeconômica da semana que vem é o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos relativo a setembro, que será divulgado na quinta-feira (12) às 9h30 (horário de Brasília).

Bernardo Bonjean, fundador da Metrix, destaca que a volatilidade do bitcoin atingiu seu menor valor dos últimos 18 meses, o que pode indicar uma reversão de tendência e um movimento mais incerto à frente. “A atividade da rede medida pelo número de transações, que se aproximou da máxima histórica em setembro, teve a pior semana dos últimos seis meses, o que continua apontando para um momento de cautela prolongada dos investidores”, argumenta.

Perto das 17h46 o bitcoin sobe 2,1% em 24 horas, cotado a US$ 28.023 e o ether, moeda digital da rede Ethereum, tem alta de 2% a US$ 1.647, conforme dados do CoinGecko. O valor de mercado somado de todas as criptomoedas do mundo é de US$ 1,14 trilhão. Em reais, o bitcoin registra valorização de 1,77% a R$ 144.884, enquanto o ether avança 1,84% a R$ 8.530, de acordo com valores fornecidos pelo MB.

Em Wall Street, o índice Dow Jones teve alta de 0,87% a 33.408 pontos, o S&P 500 registrou ganhos de 1,18% a 4.308 pontos e o Nasdaq, focado em empresas de tecnologia, avançou 1,6% a 13.431 pontos.

Nesta sexta, o principal destaque foi a divulgação do Relatório de Emprego dos Estados Unidos. Em setembro, os EUA criaram 336 mil empregos, contra 170 mil esperados pelos economistas do mercado financeiro. A taxa de desemprego no país se manteve em 3,8% e a renda média por hora trabalhada cresceu 0,2%. Mais cedo, o dado fez as bolsas e os criptoativos recuarem, mas o movimento foi revertido ao longo da tarde.

Tasso Lago, especialista em criptomoedas e fundador da Financial Move, aponta que o indicador de emprego é relevante, pois o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, espera um enfraquecimento da economia para que a inflação nos EUA fique menos pressionada antes que o banco central americano possa começar a reduzir juros. “O que não pode acontecer é romper o teto de juros estabelecido em 2022 diante de uma inflação descontrolada. No geral, as criptomoedas estão resilientes a esse estresse e se mantêm em bons níveis de preço”, comenta.

Lago explica que o crescimento dos salários dos EUA veio um pouco abaixo do que se esperava, um detalhe positivo, mas que não é determinístico para definir se os juros não vão subir.

Já Rony Szuster, analista do MB, ressalta que já há 25% do mercado com a expectativa de que o Fed aumente as taxas de juros na próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) em 0,25 ponto percentual. “Essa probabilidade aumentou desde o último relatório Jolts [que, na terça (3), revelou um aumento das vagas em aberto no mercado de trabalho americano para 9,6 milhões, ante 8,8 milhões esperados]”, afirma.

No noticiário micro de criptoativos, o projeto de solução de escalabilidade da rede Ethereum, Optimism (OP), lançou seu mecanismo de validação fraud proofs. “Existe a possibilidade de serem desenvolvidas formas de conhecimento zero para serem utilizados na Optimism, o que é uma notícia bastante positiva”, destaca.

Ainda do lado das altcoins (criptomoedas que não são o bitcoin), o CEO e cofundador da Polygon, Jaynti Kanani, deixou o cargo sete meses depois de outro cofundador, o indiano Anurag Arjun, fazer o mesmo. “Essas saídas de cofundadores sempre preocupam, porque provavelmente existe uma falta de alinhamento, que pode se traduzir em visões erradas do projeto”, avalia André Franco, head de análise do MB. Apesar disso, o token da rede Polygon, MATIC, sobe 2,9% a US$ 0,56.

Por outro lado, a bolsa de valores de Hong Kong lançou uma plataforma de liquidação baseada em blockchain. “O sistema é conhecido como Stock Connect e liga os mercados de ações de Hong Kong à China continental. Esse sistema incorpora os contratos inteligentes para ajudar na execução de fluxos e na redução dos riscos de liquidação”, detalha Franco.