Veículo: Valor Econômico / Finanças - Online
Clique aqui para ler a notícia na fonte
Região:
Estado:
Alcance:

Data: 06/10/2023

Editoria: Sem categoria
Assuntos:

Ibovespa perde nível de 113 mil pontos sob pressão de cenário global

As incertezas impostas pelo cenário econômico global, conforme investidores reforçam apostas de juros mais altos por mais tempo, seguem castigando os mercados locais e o Ibovespa nesta quinta-feira. O índice até tentou reforçar o movimento de recuperação visto ontem nos primeiros negócios do dia, mas perdeu força e passou a operar abaixo dos 113 mil pontos.

Por volta das 13h, o Ibovespa caía 0,61%, aos 112.913 pontos. A mínima intradiária era de 112.754 pontos, enquanto a máxima alcançou os 114.359 pontos. O volume projetado de negócios para o índice no dia era de R$ 13,51 bilhões. Em Nova York, S&P 500 cedia 0,59%, aos 4.238 pontos, Dow Jones recuava 0,45%, para 32.975 pontos, e Nasdaq perdia 0,69%, aos 13.145 pontos.

Mesmo com o rendimento dos Treasuries em baixa hoje, as bolsas americanas e os ativos locais seguem precificando uma piora do cenário global. Segundo analistas do Goldman Sachs, a resiliência de emergentes será testada devido a três fatores: os diferenciais das taxas locais e dos EUA foram comprimidos para níveis baixos em uma década; antes da recente liquidação, as taxas de emergentes previam mais cortes de juros do que em qualquer momento nos últimos vinte anos; o aumento dos preços do petróleo provavelmente reduziu o impulso de desinflação.

“Isso é importante para as ações dos mercados emergentes porque existe uma relação clara entre os aumentos das taxas (ou menos cortes) e a fraqueza de curto prazo nas ações desses mercados”, dizem. “As taxas locais no Brasil tornaram-se mais independentes do Fed nos últimos anos, mas dada a discussão acima, suspeitamos que os betas poderão subir novamente no futuro. A este respeito, não há muitos locais onde se “esconder” nos mercados emergentes se as taxas subirem ainda mais.”

Os executivos notam que a perspectiva de aumento do diferencial de crescimento continua a ser o principal impulsionador dos ganhos de emergentes em relação a desenvolvidos, e taxas locais mais elevadas (condições financeiras mais restritivas) podem atenuar essa dinâmica. “Esperamos que as taxas dos EUA possam recuar até o final do ano, mas as perspectivas de crescimento mais fracas podem pressionar os ativos, mesmo que por um canal diferente (e talvez com maior força do dólar).”

Na sessão, ações sensíveis às taxas voltavam a recuar com força e o índice SMLL cedia 1,56%. Entre as maiores altas do dia, Santander units tinha alta de 1,65%, após o Itaú BBA elevar a recomendação do papel e na medida em que governo e Congresso afastam a possibilidade de acabar totalmente com o JCP e passam a discutir uma solução intermediária.