O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou o terceiro trimestre do ano com uma queda de 1,54%, apesar da leve alta de 0,71% em setembro. O desempenho devolve parte dos ganhos acumulados ao longo de 2023 e alimenta novos temores nos investidores, com expectativas por juros altos nos Estados Unidos e maior cautela com a recuperação do crescimento econômico da China.
Declarações recentes de membros do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) pedindo atenção e firmeza quanto à inflação fizeram com que investidores alterassem seus cenários quanto à curva de corte de juros no Brasil e a expectativa de fim de aumentos nos Estados Unidos. “Consequentemente, o apetite ao risco se reduziu, resultando em realizações nos mercados globais, em especial nos mercados emergentes”, analisa o time de research da Ativa Investimentos.
O quarto trimestre de 2023 será decisivo para definir a performance no Ibovespa no ano. E, no caso das carteiras recomendadas, as corretoras apontam ações conhecidas por sua resiliência na Bolsa.
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Os papéis da Vale (VALE3) lideram as indicações para investir em outubro de acordo com as corretoras consultadas pelo E-Investidor, com 8 menções. Para os analistas da Ágora Investimentos, uma das casas que recomendam a empresa, a companhia foi beneficiada pelos preços do minério de ferro, que estão em alta e novamente se aproximam dos US$ 120/tonelada.
“Continuamos confiantes de que a Vale pode cumprir suas metas de produção. A própria companhia tem uma visão realista de que a produção siderúrgica chinesa atingiu níveis máximos, mas que outras regiões como o Sudeste Asiático, a Índia e economias emergentes deverão preencher a lacuna da demanda”, diz o documento.
Na sequência, com 5 indicações cada, estão Itaú (ITUB4) e Prio (PRIO3). A Órama recomenda a compra do papel do banco por causa da solidez da empresa. “Atualmente, a companhia conta com mais de R$ 2,5 trilhões em ativos totais, e possui um valor de mercado de R$ 247 bilhões”, ressaltam os analistas da corretora.
Já a PRIO foi beneficiada pelo sentimento do mercado em relação ao petróleo, que melhorou com base nas recentes restrições de oferta da OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e por uma desaceleração no crescimento nas plataformas nos Estados Unidos, dizem os analistas da Ágora.